19.11.09

Aviação: contratações neste final de ano

A contratação para serviços temporários para os últimos meses do ano não se restringe só ao comércio varejista. O setor de aviação, por exemplo, o período para novas contratações é de boas perspectivas, conforme disse o presidente do Centro Educacional de Aviação do Brasil, Salmeron Cardoso Júnior.

- Os últimos meses de 2009, em especial, estão carregados de boas notícias para o setor. Temos o mercado pós crise, novas empresas e eventos à vista, como a Copa e as Olimpíadas. É o momento perfeito para os profissionais de check-in e comissários de vôo.

A comparação entre os setores não é totalmente igual: enquanto as vagas disponíveis no comércio têm, em sua maioria, um tempo determinado de duração, as oportunidades no setor aéreo são todas efetivas.

- Os novos comissários de vôo têm em mãos duas vantagens: além de não precisar ter um nível superior para iniciar o trabalho, há uma estabilidade típica na carreira. O trabalho não é temporário.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a demanda por vôos domésticos cresceu 42% em outubro deste ano, quando comparada ao mesmo mês de 2008. Além disso, há no mercado o surgimento de empresas nacionais que anseiam por mão de obra. Segundo Cardoso, para aproveitar os bons ares e as perspectivas positivas de contratação, é fácil.

- Quem deseja seguir carreira, basta se especializar em uma escola de aviação. Após o curso, é fazer a prova da Anac e alçar vôo.

No comércio varejista, segundo dados da Fecomércio/DF, apenas em Brasília, a estimativa é que pelo menos 3 mil vagas estejam abertas, à espera de candidatos. No Rio de Janeiro não é diferente: de acordo com a Fecomércio/RJ, 2009 registra um aumento de 5,4% de contratações em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Mercantil

Azul e Embraer fazem parceria para certificar querosene

A Embraer e a companhia aérea Azul anunciaram hoje uma parceria para certificar um tipo de querosene de aviação renovável. O projeto de um bioquerosene é desenvolvido pela empresa Amyris que tem uma planta piloto em Campinas (SP) a partir de cana-de-açúcar. A Azul se comprometeu em realizar um voo de demonstração com um dos seus E-Jets da Embraer para a certificação do combustível no início de 2012.

O projeto também conta com a participação da GE, fabricante dos motores do modelo da Embraer. Segundo o diretor de meio ambiente da Embraer, Guilherme Freire, a busca da redução das emissões de CO2 dos aviões é uma preocupação de toda a indústria de aviação, tendo em vista que o tráfego aéreo mundial é responsável por 2% de todas as emissões de gases do efeito estufa, e a tendência é alcançar 3% até 2050. O primeiro teste com bioquerosene a partir de cana-de-açúcar será feito com uma mistura de porcentual ainda não definido em combustível de origem fóssil.

Segundo o diretor-geral da Amyris, Roel Collier, as pesquisas mostram que o uso da cana-de-açúcar como matéria-prima para o bioquerosene é economicamente viável, sustentável, e capaz de alcançar o mesmo desempenho dos motores que hoje usam combustíveis fósseis. Segundo ele, embora o processo de certificação do uso deste tipo de combustível na aviação seja muito longo a empresa poderá produzir o bioquerosene em escala industrial a partir de 2013.

Segundo o diretor de desenvolvimento comercial da General Eletric (GE), Cláudio Loureiro, já foram feitos testes usando querosene a partir de babaçu, mas o voo da Azul será o primeiro a testar o combustível de cana-de-açúcar. Segundo ele, a Continental Airlines trabalha em um outro projeto com a Boeing para testar um outro tipo de biocombustível, cuja a biomassa não é revelada.

O executivo da Amyris afirmou que o objetivo da multinacional é fazer do Brasil uma plataforma de produção de combustível a partir de cana-de-açúcar. Ele confirmou que a companhia fará, nos próximos dias, uma aquisição de usinas para operar plantas industriais no Brasil.

Fonte: Abril

Airbus lança “Sharklet” para a Família A320 com o compromisso da Air New Zealand


A extensão reduz o consumo de combustível e emissões de carbono, além de aumentar o alcance e a capacidade de carga.

A Airbus lançou o “Sharklet”, novo dispositivo de extensão de ponta de asa, especialmente concebido para aumentar a eco-eficiência e a relação carga/autonomia de voo da Família A320. Oferecidos com opções de ajuste, espera-se que os Sharklets resultem na redução do consumo de combustível em pelo menos 3,5% em voos de longa distância, correspondendo a uma redução anual de cerca de 700 toneladas de CO2 por aeronave. As aeronaves A320 que serão entregues no final de 2012 serão as primeiras a serem equipadas com o novo dispositivo, seguidas por outros modelos da Família A320 a partir de 2013. A Air New Zealand é a primeira cliente a encomendar os Sharklets, que serão específicos para a sua futura frota de A320.

O CEO da Air New Zealand, Rob Fyfe, declarou: “A Air New Zealand recentemente decidiu operar suas rotas domésticas e internacionais curtas com uma frota toda composta por A320s. Os novos Sharklets permitirão que a nossa frota Airbus se beneficie com um menor consumo de combustível e emissões de carbono, tanto nas rotas domésticas da Air New Zealand como, especialmente, nas viagens mais longas à Tasmânia”.

John Leahy, COO da Divisão de Clientes da Airbus, disse: “A eco-eficiente Família A320 está cada vez melhor. Estamos felizes porque a Air New Zealand reconhece que nossa Família de aeronaves de corredor único permanecerá como o produto mais rentável de sua categoria por muitos anos”. E acrescentou: “Os Sharklets não são apenas parte da resposta da Airbus para abordar questões ambientais e o aumento dos custos de combustível, mas também melhoram o desempenho geral da aeronave”.

Deve-se considerar que a melhora de 3,5% na eficiência energética com os Sharklets se somam ao efeito positivo às clássicas barreiras de ponta de asa do A320. Os benefícios da relação carga/autonomia de voo incluem um aumento de receita equivalente a aproximadamente 500 kg de carga útil ou um alcance adicional de 100 milhas náuticas com o volume de carga original. A instalação do Sharklet também mantém a Família A320 dentro da ‘Classe C’ (envergadura inferior a 36 m), estabelecida pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), e resulta no aumento de disponibilidade de peso máximo de decolagem (PMD), sobretudo em pistas limitadas por obstáculos. Além disso, onde o desempenho da pista não é limitado, operadores devem se beneficiar com a redução na pressão média de decolagem (com conseqüente economia nos custos com a manutenção do motor em cerca de 2%), ao passo que as comunidades também apreciarão um ruído ainda menor de decolagem. Outros benefícios incluem o desempenho de subida e a altitude inicial de cruzeiro mais elevada.

Esta evolução tem sido parte de um programa maior de melhoria contínua da Família A320, que é apoiada por um investimento superior a €100 milhões por ano. Para isso, a Airbus tem conduzido uma abrangente campanha durante vários anos para avaliar a melhoria de grandes dispositivos aerodinâmicos – não só através da A320 de teste da empresa, mas também por meio de suas ferramentas avançadas de simulação com fluidodinâmica computacional (CFD).

Fonte: Revista Fator

Para Constantino, da Gol, novo aeroporto de São Paulo tem de ser Viracopos

Segundo o empresário, Viracopos tem boa estrutura para o vôos internacionais

O empresário Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol, diz acreditar que Viracopos, em Campinas, tem de ser o novo aeroporto que São Paulo precisa. Ele lembrou que o governo ainda estuda outras alternativas, já que Congonhas e Guarulhos hoje são insuficientes para dar conta do avanço do setor.

- Para mim, Viracopos é o terceiro aeroporto de São Paulo.

Segundo Constantino, há pontos que podem ser melhorados em Congonhas e Guarulhos, "mas nada que dará oportunidade de crescimento no mesmo ritmo do mercado doméstico". Já Viracopos, a cerca de 80 quilômetros da capital, necessita de investimento para acesso, como um trem expresso, o que já está sendo planejado pelo governo.

Conforme o profissional, a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 sensibilizam o governo brasileiro para a necessidade de investimentos em controle aéreo no País, até porque foram assumidos compromissos e prazos que precisam ser seguidos.

- Do ponto de vista das companhias aéreas, não haverá problemas.

Dinheiro da concessão de aeroportos servirá para manter terminais deficitários, diz diretor

Todo o recurso obtido com a eventual concessão de aeroportos públicos deverá ser reinvestido no próprio sistema de aviação civil, financiando a ampliação e manutenção de aeroportos hoje considerados deficitários. A afirmação é do diretor do Departamento de Política de Aviação Civil do Ministério da Defesa, Fernando Antônio Ribeiro Soares.

Ao participar, ontem, de audiência pública realizada pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento da Câmara dos Deputados para discutir o tráfego aéreo na Amazônia Legal e a privatização dos aeroportos brasileiros, Soares negou que o governo federal planeje encerrar as operações da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero).

- O objetivo é expandir a infra-estrutura aeroportuária. A Constituição Federal veta a privatização de aeroportos, estabelecendo que os serviços de navegação aérea e a própria infra-estrutura aeroportuária são serviços de titularidade da União, que pode permitir ou autorizar que a iniciativa privada preste esses serviços, transferindo-os, mas regulando-os e fiscalizando-os - disse.

De acordo com Soares, o modelo de concessão da infra-estrutura aeroportuária deverá estabelecer que o valor de outorga a ser pago pela empresa que obtiver a concessão para explorar comercialmente aeroportos lucrativos como o do Galeão ou o de Viracopos (que inclusive já contam com a resolução do Conselho Nacional de Desestatização) irá para um fundo responsável por repassar o dinheiro para determinadas localidades.

O diretor disse ainda não haver uma definição sobre qual órgão irá administrar os recursos obtidos com as concessões.

- Isso é uma decisão que cabe ao governo. Poderia ser a Infraero, poderia ser a Agência Nacional de Aviação Civil. Ou seja, isso é uma decisão política. O que defendemos é que esses recursos permaneçam no sistema para financiar os aeroportos que interessam ao país - afirmou.

Soares negou que, na prática, tal medida acabará por retirar as atribuições da Infraero.

- Não tira. Simplesmente haveria um caixa em alguma área do governo, talvez no próprio Ministério da Defesa, que repassaria os recursos não só para a Infraero, mas também para o Comando da Aeronáutica e para os estados e os municípios continuarem gerenciando os aeroportos de interesse.

Fonte: Monitor Mercantil

18.11.09

Companhias aéreas testam varejo a 35 mil pés


Os passageiros de voos nos Estados Unidos já estão pagando por sanduíches, bebidas, travesseiros e até pelos fones de ouvidos, que costumavam ser distribuídos no início da viagem e devolvidos na aterrisagem. É o que mostra matéria publicada nesta terça-feira no site do jornal americano New York Times.

Enquanto as empresas de aviação civil procuram cada vez mais reduzir seus custos através da venda destes serviços usuais a voos, por que não também começar a vender serviços de limousine ou até mesmo ingressos para espetáculos da Brodway?

Para muitas empresas, ainda não passa de uma ideia. Mas a American Airlines já começou a testar o conceito de varejo no ar. A companhia está vendendo bilhetes para o Heathrow Express - trem que liga o maior aeroporto inglês ao centro de Londres - nos voos cujo destino seja a capital britânica.

Venda a bordo talvez seja a maior oportunidade de varejo ainda não explorada na sua totalidade
A American Airlines também está oferecendo acesso à internet nos voos, além de itens do SkyMall, um catálogo com variados tipos de produtos que vem ocupando espaço no encosto dos assentos das aeronaves por 20 anos.

- Nós não investiríamos se não nos sentíssemos confortáveis de que isso traria uma significativa taxa de retorno - disse John Tiliacos, diretor-gerente de produtos à bordo da American Airlines, que completou:

- Deixando de olhar nosso ramo de atividade como indústria, financeiramente, somos capazes de identificar muitas novas fontes de retorno.

Outras companhias americanas não quiseram falar de seus planos a respeito desta estratégia, mas, cedo ou tarde, todas as grandes companhias aéreas assumirão que estão trabalhando na expansão do serviço de ofertas de produtos a bordo.

Comércio por todos os lados

Se discute se os passageiros de avião vão abrir suas carteiras no ar. Mas Michael Levy, professor de marketing e diretor do Retail Supply Chain Institute, da Babson College, em Massachusetts, espera que eles vão comprar dentro do avião, como compram fora dos portões de embarque.

- Veja o que vem acontecendo nos aeroportos - diz Levy - muitas vezes os consumidores são atraídos pela quantidade de lojas e ofertas ao redor. Quem não tem nada para fazer enquanto espera o voo, acaba comprando - conclui o professor de Massachusetts.

Passageiros de avião são os melhores compradores do planeta

Outro fator que impulsiona as vendas a milhares de pés de altura é o avanço tecnológico. A GuestLogix é uma empresa canadense que vende máquinas leitoras de cartão de crédito e softwares de vendas específicas para a empresas aéreas. De acordo com Brett Proud, vice-presidente mundial de vendas e relacionamento com clientes da GuestLogix, "venda a bordo talvez seja a maior oportunidade de varejo ainda não explorada na sua totalidade".

Os passageiros podem aprender sobre os produtos oferecidos nos anúncios nos assentos, nos prospectos distribuídos ou nos anúncios veiculados nos próprios voos ou com promotores de venda espalhados nas salas de embarque. Também nos sites das companhias aéreas ou pelas mídias sociais.

Mas as companhias também precisam aprender o que agrada os passageiros. Encontrar o mix de produtos mais adequado a ser oferecido aos passageiros é importante, por que oferecer um produto errado, pode irritar os clientes.

- Não podemos colocar nada à disposição dos passageiros que possa suscitar reações do tipo 'você deve estar brincando' - reforçou Tiliacos, da American Airlines.

Facilidades

Em outros tempos, os passageiros a bordo poderiam folhear catálogos como o SkyMall, mas só poderiam efetivar sua compra depois que o avião pousasse. Com a aquisição daquilo que a presidente da SkyMall, Cristine Aguillera, costuma chamar de "caixa registradora no ar", as vendas podem ser realizadas durante o voo.

- Passageiros de avião são os melhores compradores do planeta - ratificou Cristine.

Charles Flateman, vice-presidente de marketing da Schubert Organization, disse em entrevista para o New York Times, que tem conversado com a GuestLogix sobre vendas dentro dos aviões de ingressos para Brodway e outros tipos de shows.

Também a Walt Disney Company anda negociando maneiras de vender ingressos para seus parques temáticos ao redor do mundo, dentro das aeronaves. Por enquanto as máquinas de cartão de crédito ainda não conseguem fazer uma leitura inteligente, identificando a disponibilidade de ingressos em tempo real.

Para o presidente da GuestLogix, ainda é necessário um pequeno ajuste de tecnologia para garantir que os ingressos de shows e de eventos com número limitado de público possam ser vendidos durante os voos, com a garantia de que os lugares estarão reservados após o pouso do avião.

- É nosso desejo e nossa meta. Imagine o quanto seria maravilhoso poder vender bilhetes da Brodway enquanto o avião ainda está sobrevoando Nova York? - comentou Flateman.

Comissários sem comissão

Enquanto o conceito de vendas durante viagens de avião está amadurecendo na American Airlines, a companhia aérea irlandesa, Ryanair, já vem praticando esta cultura desde a década de 1990. No caso da Ryanair, os lucros maiores alcançados com a estratégia de varejo a bordo é utilizado para subsidiar os custos e repassar aos clientes preços de passagens mais baratos. E o valor mais baixo das passagens foi revertido em assentos cada vez mais ocupados.

- Fundamentalmente, estamos no setor aéreo com mentalidade de varejo. Podemos expandir nosso negócio reduzindo as despesas e todo lucro adicional significa que podemos investir no crescimento da empresa.

Mas uma questão que ainda vai gerar muita discussão é o aspecto trabalhista da nova cultura de varejo das companhias aéreas. Afinal, o trabalho de executar a venda cai nas costas da tripulação das aeronaves e os órgãos ligados a sindicatos e associações de funcionários já se mexem a esse respeito. Em carta enviada à American Airlines, a Associação dos Profissionais de Atendimento em Voos dos Estados Unidos ratificou que comissões de vendas feitas através do SkyMall ou qualquer outro tipo de venda devem ser negociadas como parte do acordo coletivo referente à remuneração da categoria.

Resta agora aguardar o resultado dos testes de vendas a bordo nos Estados Unidos e Europa, e ver se a moda um dia vai pegar no Brasil.

Fonte: O Globo

Embraer não vai parar produção de jato 145

A fabricante de aviões Embraer não vai interromper a produção da aeronave modelo ERJ-145, um jato de 50 lugares, afirmou o presidente-executivo da empresa, Frederico Curado. Ele acrescentou que a companhia ainda não decidiu se fabricará uma aeronave maior na China.

"Não vamos descontinuar a produção", disse Curado durante a feira Dubai Air Show.

O jornal Estado de S. Paulo publicou este mês que a fabricante de aviões brasileira tinha decidido abandonar a produção do modelo 145. O diário também publicou que a Embraer vai produzir o jato E-190, de 120 lugares, na China.

Nesta terça-feira, o presidente da Embraer informou que a empresa não tem uma decisão sobre produção na China. "Eu diria que por volta dos próximos seis meses deveremos decidir sobre isso."

A Embraer anunciou nesta terça-feira que vendeu cinco jatos 175 para a Oman Air, em transação avaliada em 177,5 milhões de dólares. O valor pode dobrar se todas as opções de compra forem exercidas. O primeiro avião de 72 lugares será entregue em 2011.

Fonte: O Globo

A330 é a primeira aeronave certificada para ETOPS "além de 180 minutos"

A Agência Européia de Segurança em Aviação (EASA) certificou todos os modelos Airbus A330 com o Certificado de Operações de Voo Estendido para Aeronaves de dois motores (ETOPS) “além de 180 minutos”. Essa autorização torna as aeronaves da Família A330 as primeiras a receberem esse tipo de certificação, tanto da EASA quanto da FAA (Agência Americana da Aviação). O novo recurso estará disponível de acordo com a escolha do cliente e poderá estender a distância de desvio em até 1.700 milhas náuticas. Essa distância corresponde ao tempo máximo de desvio proporcionado pelo ETOPS ao modelo A330, que é de aproximadamente 240 minutos (em uma velocidade abaixo das condições padrão com um motor inoperante).

As operadoras de aviões de dois motores que optarem por esse recurso agora poderão voar para novas rotas que atualmente não operam dentro das regras do ETOPS. Para as aeronaves A330, exemplos de novas rotas incluem a porção sul do Oceano Atlântico e as áreas centrais e sul do Oceano Pacífico, além da parte central do Oceano Índico. As empresas que já operam voos nessas rotas serão beneficiadas com a nova regulamentação, já que passam a poder voar de forma mais direta e eco-eficiente. Estimativas demonstram um potencial de economia de combustível de até 10% para algumas das rotas de longo percurso (com conseqüente redução da emissão de CO2).

A recente liberação da extensão do ETOPS para aproximadamente 1.700 milhas náuticas e 240 minutos foi possível, em parte, devido à comprovada confiabilidade e robustez dos sistemas da aeronave e seus motores, conforme demonstrado nas mais de 14 milhões de horas em 3.500 milhões de voos realizados. A ETOPS é uma regra da Organização Internacional de Aviação Civil (International Civil Aviation Organization - ICAO) que permite que as operadoras de aeronaves de dois motores voem em rotas com um limite máximo de horas do aeroporto mais próximo. Desde 1995, os modelos A330 da Airbus têm recebido aprovação da EASA e da FAA para voarem com ETOPS de até 180 minutos e, com isso, acumularam mais de cinco milhões de horas de voo em mais de 800 mil voos ETOPS.

Fonte: Aviação Brasil

BNDES promete apoio à Aviação Regional

Em breve, o BNDES deverá anunciar um produto financeiro específicio de apoio para o desenvolvimento da aviação regional. A indicação foi colocada pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, aos presidentes da ABETAR (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional), Apostole Lazaro Chryssafidis e da Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aéreo Regional (FPDTAR), deputado federal Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), durante reunião no escritório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, em São Paulo,

Segundo Chryssafidis, a expectativa do BNDES é beneficiar tanto a expansão do transporte aéreo regional no país, como também estimular toda a cadeia produtiva da indústria aeronáutica. “Nós saímos bem entusiasmados da reunião. O presidente está muito bem informado sobre o assunto e se mostrou disposto a apoiar a aviação, já que o setor é um vetor importante para desenvolvimento do país.”, disse Lack,

Para garantir rapidez na viabilização do produto, a ABETAR tem uma nova agenda no início de dezembro. Essa próxima reunião contará com a presença de técnicos do BNDES, Ministérios da Defesa e da Fazenda, ANAC, Embraer e Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aéreo Regional. Na ocasião, os técnicos do BNDES, apresentarão um modelo de financiamento, baseado nas demandas do setor.

Fonte: Brasilturis

Gol entra em grupo usuário de combustível sustentável

A Gol anunciou sua entrada no Sustainable Aviation Fuel Users Group (Safug), o grupo de usuários de combustível de aviação sustentável, em português. O programa reúne empresas aéreas e provedores de tecnologia, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novas fontes sustentáveis de combustível para aviação, alcançando seu uso comercial.

O grupo trabalha em dois projetos preliminares de pesquisa sobre sustentabilidade. O primeiro prevê a revisão extensiva sobre a sustentabilidade do cultivo do pinhão manso como alternativa para geração de combustível sustentável. E outra frente de estudos é relacionada ao uso de algas, com o objetivo de certificar que seu uso atende aos critérios de sustentabilidade. O grupo também prevê estudos futuros com outros tipos de matérias-primas.

"Essa é uma grande oportunidade para estarmos em meio ao seleto grupo de companhias aéreas que visam tornar-se componentes atuantes no controle de seu futuro, especialmente no seu suprimento de combustíveis, em termos de origem, sustentabilidade e impacto ambiental", afirma o comandante Fernando Rockert de Magalhães, vice-presidente Técnico da Gol. Ao aderir ao grupo, a Gol adota como premissa que qualquer biocombustível sustentável deve apresentar um desempenho igual ou superior aos combustíveis à base de querosene, mas com taxas mais reduzidas de emissão de dióxido de carbono.

Uma das afiliadas ao programa Safug e apoiadora da iniciativa é a Boeing, fabricante de aeronaves e fornecedora dos equipamentos que compõem a frota padronizada da Gol. A Boeing dará suporte técnico para o desenvolvimento dos novos combustíveis. "A prioridade número um é levar adiante e completar os estudos sobre fontes sustentáveis, como as plantas, seu cultivo, colheita e impactos econômicos, o que pode nos ajudar a atingir nossa meta", afirma Billy Glover, diretor e gerente de Estratégia Ambiental da Boeing Commercial Airplanes.

Fonte: Abril

17.11.09

Em dezembro, voos sazonais para os Estados Unidos


A entrada da US Airways no Brasil aumenta o número de destinos para os Estados Unidos na mesma época em que tradicionalmente começam os voos extras do verão ligando o país ao Brasil. A United Airlines vai oferecer voos sazonais sem escalas entre o Aeroporto Internacional Galeão Tom Jobim, no Rio, e Dulles, em Washington, de 18 de dezembro a 10 de janeiro. O voo será operado por um Boeing 767.

A Delta vai ter novos voos de 767 ligando São Paulo a Los Angeles, às terças-feiras, às quintas e aos sábados, a partir de 15 de dezembro, e Fortaleza a Atlanta, com um 757, às segundas e às quintas-feiras, a partir do dia 16. Um outro voo da Delta, entre Brasília e Atlanta, também com 767, começa no dia seguinte, operando às terças-feiras, às quintas e aos sábados. A data de término destes voos não foi decidida.

A Continental e a TAM, empresa brasileira que também voa para os EUA, ainda não tinham anunciado sua programação de voos adicionais para as férias de verão, até o fechamento desta edição. Mas, na cerimônia de entrada da Continental na Star Alliance, em Nova Jersey, onde representou a TAM, o diretor de Alianças e Relações Internacionais Marcelo Varella contou que a companhia procura aumentar a sua capacidade de transporte de passageiros entre o Rio e Nova York. Marcello afirmou que um Airbus A330 seria usado como avião complementar na rota, feita por um 767, em alguns dias da semana:

- Pode ser que isso fique permanente em 2010, assim como com a rota Rio-Miami. A gente acreditou no Rio (como saída para voos internacionais) antes de a cidade ser escolhida para as Olimpíadas.

Fonte: Gustavo Alves (O Globo) / Aviation News

Exagerados: os problemas de viajar num voo econômico (Muito Engraçado!!!)

Viajar pela Economic Airlines pode ser um verdadeiro pesadelo. O cinto de segurança é um cordão coletivo para os passageiros e a máscara de oxigênio já vem com cara de pânico!

Para ver o vídeo acesse:

Fonte: Fantástico (TV Globo) / http://desastresaereosnews.blogspot.com

Argentina (finalmente) assina compra de 20 jatos da Embraer

O contrato definitivo para a venda de 20 jatos da embraer à Aerolíneas Argentinas será firmado amanhã, durante visita da presidente Cristina Kirchner ao colega Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. A afirmação foi feita pelo secretário de Transportes da Argentina, Juan Pablo Schiavi. O negócio é avaliado em US$ 700 milhões e envolve aeronaves do modelo E-190, com capacidade para 96 passageiros ou mais, dependendo da configuração.

Para avançar, a transação depende de aval do BNDES, que deverá financiar 85% do valor total. Os aviões serão destinados à frota da Austral, subsidiária da Aerolíneas para voos domésticos e regionais. Consultado, o banco informou que a operação ainda está em fase de tramitação e até o momento não houve decisão da diretoria sobre o assunto.

O preço de cada aeronave, em torno de US$ 35 milhões, conforme a carta de intenções firmada recentemente, gerou controvérsia na Argentina. Segundo o jornal "La Nación", companhias aéreas como Lufthansa, Mexicana de Aviación e Copa pagaram valores menores. O governo argentino argumenta que a diferença se deve às peças para reposição e ao treinamento de pilotos incluídos no pacote discutido com a embraer. A fabricante brasileira e o Itamaraty não confirmaram a assinatura do contrato definitivo.

Fonte: Valor Econômico

Aéreas prometem aumento de frota em 2010

Durante o painel As Empresas Aéreas e Projetos para o Interior de São Paulo, no segundo Seminário Aviesp, as companhias aéreas falaram sobre os projetos para 2010.

O diretor comercial da Gol, Eduardo Bernardes, afirmou que a empresa pretende terminar o próximo ano com 111 aeronaves. "Também existe a possibilidade de começarmos a operar em mais um destino do interior paulista, mas ainda não posso dizer qual", declarou.

A Webjet, que fecha 2009 com 20 aviões, pretende ter mais cinco ou sete no próximo ano. A Trip, por sua vez, terá um acréscimo de oito a dez aeronaves, e a Azul pretende adquirir mais sete. O gerente operacional de Vendas da Tam, Fábio Faccio, afirmou que a companhia "tem o compromisso de renovar a frota doméstica em 2010".

OceanAir e Passaredo não falaram em aumento de frota, mas, sim, no maior número de cidades atendidas. A OceanAir pretende atender um ou mais municípios paulistas em 2010. A Passaredo pensa em 2014. "No ano que vem vamos focar no interior, e, para o ano da Copa, pretendemos oferecer ligações diretas, a partir de Ribeirão Preto, para as dez principais cidades-sede", disse o presidente da companhia, José Luiz Felício.

Fonte: Portal Panrotas / Aviation News

Nas asas da Trip

A Trip Linhas Aéreas define, nos próximos 40 dias, oito novos destinos que a empresa vai incluir em suas operações no país, dos quais uma cidade do Sul de Minas, informou ontem o diretor de Administração e Finanças da companhia, Fernando Calaes. O executivo afirmou ainda que pelos menos mais seis municípios mineiros ganharão rotas operadas pela Trip, que estão sendo estudadas para implantação num período de um a dois anos. Elas vão contemplar as regiões Norte, Nordeste, Triângulo e Vale do Jequitinhonha. A escolha, mantida sob sigilo, depende da infraestrutura dos aeroportos e de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (anac). Calaes adiantou que a Trip vai investir US$ 100 milhões por ano nos próximos anos para efetivar o seu plano de crescimento. Em 2008 e neste ano, foram aplicados US$ 550 milhões.

Fonte: Estado de Minas